A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 63ª Delegacia de Paraíso do Tocantins, restituiu na manhã desta terça-feira, 13, uma motocicleta e aparelhos celulares recuperados durante investigações voltadas ao esclarecimento de crimes de furto registrados na região.
Os bens recuperados pertenciam a vítimas de furtos ocorridos nos meses de novembro e dezembro de 2025. A motocicleta havia sido subtraída no município de Pium, enquanto os celulares foram furtados em Paraíso. Durante as diligências, os objetos foram localizados na posse de pessoas que os haviam adquirido após os crimes e que agora serão formalmente investigadas pela prática de receptação.
A Polícia Civil reforça que a responsabilização dos compradores será definida conforme a análise individual de cada caso. Quando fica demonstrado que a pessoa não sabia que o bem era produto de furto, mas adquiriu em condições que levantavam suspeitas, poderá responder por receptação culposa, crime com pena de até dois anos e que tramita no Juizado Especial Criminal. Já quando há indícios de que o comprador tinha consciência da origem ilícita, como aquisição sem nota fiscal, por preço muito abaixo do mercado ou de vendedor desconhecido e sem identificação, a responsabilização ocorre por receptação dolosa, cuja pena pode chegar a quatro anos.
Para o delegado José Lucas Melo, titular da 63ª DP, a devolução dos objetos é uma etapa fundamental do trabalho policial. “A recuperação e devolução dos bens desfazem parte do prejuízo patrimonial das vítimas. Independentemente da responsabilização dos autores, para quem teve o bem furtado, recuperar seu patrimônio é o que traz maior efeito prático”, destacou.
O delegado ressaltou ainda a necessidade de cautela na compra de objetos usados.
“Muitas pessoas acabam sendo responsabilizadas por receptação ao adquirir produtos de origem duvidosa. É essencial solicitar nota fiscal ou comprovação de procedência, manter contato do vendedor e desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado. Essas atitudes reduzem riscos e evitam danos futuros”, pontuou Melo.



