
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), participou nesta quarta-feira, 10, do 1º Fórum de Agricultura Sustentável do Tocantins, realizado em Palmas. O encontro reuniu cerca de 170 participantes entre produtores rurais, pesquisadores, estudantes, representantes de instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e agentes financeiros para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da produção sustentável no estado.
Promovido em parceria com o Fórum Agricultura Sustentável do Tocantins (Fast), produtores rurais e instituições ligadas ao setor agropecuário, o evento ocorreu no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e abordou temas relacionados ao aumento da produtividade, à adoção de tecnologias de baixo carbono e ao desenvolvimento sustentável do agronegócio tocantinense.
Na abertura do evento, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Fred Sodré, destacou a importância da integração entre os diferentes segmentos para ampliar os avanços da agropecuária estadual. “Para alcançarmos novos avanços e ampliarmos ainda mais os resultados da agropecuária tocantinense, é necessário conectar pessoas, compartilhar conhecimento e transformar a produção por meio da adoção de novas práticas e tecnologias sustentáveis. O Tocantins tem avançado de forma consistente e continuará investindo em ações que conciliem produtividade, conservação ambiental e desenvolvimento econômico”, ressaltou.
Plano ABC+ e metas para 2030
Abrindo a programação técnica, a gerente do Plano ABC+ no Tocantins, Marla Guedes, apresentou os avanços alcançados pelo Estado e as metas previstas até 2030.
Segundo ela, o Tocantins vem consolidando resultados importantes na adoção de práticas sustentáveis de produção agropecuária. “Já avançamos muito, mas ainda temos metas importantes a cumprir até 2030. Contamos com a atuação do Grupo Gestor Estadual ABC+ Tocantins, formado por representantes de 28 instituições, e temos o desafio de alcançar mais de 3 milhões de hectares em sistemas produtivos sustentáveis”, destacou.
Integração lavoura-pecuária
Representando a Associação de Criadores do Pará (Acripará), o produtor Mauro Lúcio apresentou experiências sobre os benefícios da Integração Lavoura-Pecuária (ILP), sistema que integra agricultura e pecuária em uma mesma área produtiva. “A Integração Lavoura-Pecuária traz diversos benefícios, especialmente em relação à rentabilidade. O sistema permite maior utilização de tecnologias, melhora a fertilidade do solo e contribui para a recuperação de áreas degradadas, tornando a produção mais eficiente e sustentável”, afirmou.
Agricultura regenerativa
O coordenador técnico do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (Gaas), Pablo Hardoim, abordou os benefícios das práticas regenerativas para a segurança alimentar e a saúde do solo. “O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas ainda precisa fortalecer a comunicação sobre a sustentabilidade da sua produção. A agricultura regenerativa permite produzir alimentos mais resilientes às mudanças climáticas, reduzir custos, utilizar os recursos de forma mais eficiente e aumentar a produtividade das propriedades rurais”, explicou.
Investimentos para o agro sustentável
O fórum também contou com a participação de representantes de instituições financeiras e empresas voltadas ao financiamento da produção sustentável.
Representando a SIM Finance, Rafael Arruda apresentou linhas de crédito destinadas a produtores que adotam práticas sustentáveis. “Nossa participação tem como objetivo mostrar alternativas de financiamento para apoiar produtores comprometidos com a sustentabilidade. Atualmente contamos com linhas específicas para o Cerrado, destinadas a produtores que atendam critérios ambientais e adotem boas práticas produtivas”, destacou.
Programação
A programação foi organizada em quatro painéis temáticos voltados à produção sustentável e às oportunidades para o agronegócio tocantinense: práticas de baixo carbono para produtividade e resiliência climática; benefícios das práticas regenerativas para segurança alimentar e saúde do solo; impacto da vegetação nativa na rentabilidade e regularização da agropecuária; e mecanismos financeiros voltados às práticas regenerativas e de baixo carbono.
As atividades ocorreram nos períodos da manhã e da tarde, reunindo especialistas e representantes do setor para discutir soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da agropecuária no Tocantins.
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