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Polícia Civil indicia pai e filho por extorsão e estelionato contra famílias na zona rural de Araguatins

Investigados se passavam por representantes de entidade e cobravam valores indevidos com promessa de acesso a lotes de reforma agrária

04/05/2026 às 19h28
Por: Redação Fonte: SSPTO
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Investigação que resultou no indiciamento de pai e filho, em Araguatins - Foto: Foto: Dicom SSP/TO
Investigação que resultou no indiciamento de pai e filho, em Araguatins - Foto: Foto: Dicom SSP/TO

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 11ª Delegacia de Araguatins, concluiu, nesta segunda-feira, 4, a investigação que resultou no indiciamento de dois homens, identificados pelas iniciais C.A.S.Z., de 74 anos e H. D. M. Z, de 42 anos, pai e filho, pelos crimes de extorsão, estelionato e usurpação de função pública, em Araguatins, região norte do Tocantins.

De acordo com as apurações, os investigados se apresentavam falsamente como representantes da Associação Nacional de Agricultura (ANU) e realizavam cobranças indevidas de pessoas ligadas a uma associação. Eles prometiam às vítimas acesso a lotes de reforma agrária, exigindo pagamentos sob pressão, inclusive por meio de transferências via PIX.

As investigações demonstraram que a conduta é fraudulenta, uma vez que, conforme o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a elaboração de projetos de assentamento é atribuição exclusiva do órgão, não havendo previsão de cobrança por terceiros.

Com a quebra de sigilo bancário, foi constatado que o pai figurava como principal destinatário dos valores movimentados, o que, segundo a investigação, indica participação direta no esquema.

O delegado responsável pelo caso, Gilmar Silva de Oliveira, destacou a gravidade da conduta e o impacto causado às vítimas. “Trata-se de um esquema que se aproveita da vulnerabilidade de famílias que aguardam acesso à terra. As investigações demonstraram que não havia qualquer respaldo legal nas cobranças realizadas”, afirmou.

Diante dos elementos reunidos, foi recomendado que os indiciados cessem imediatamente qualquer cobrança, sob pena de representação por prisão preventiva. Também foram sugeridas medidas cautelares, como proibição de acesso a locais relacionados às vítimas e de contato com os envolvidos.

A Polícia Civil informa ainda que há indícios de intimidação às vítimas e reforçou que as investigações continuam, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos.

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