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Polícia Civil conclui inquérito sobre tiroteio em evento em Gurupi e indicia dois por homicídio qualificado

Caso ocorreu durante a final da “Copa do Craque”, deixou um morto e quatro feridos; investigação aponta confronto armado entre grupos rivais em meio ao público

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), por meio da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito que apurou o tiroteio ocorrido no dia 1º de fevereiro, durante a final da “Copa do Craque”, no setor Nova Fronteira, em Gurupi. O caso resultou na morte de um homem e deixou outras pessoas feridas, atingidas por disparos no meio da multidão.

De acordo com o relatório final, dois homens foram indiciados por homicídio qualificado consumado e quatro tentativas de homicídio qualificado, sendo eles identificados com as iniciais E. D. S. B, e H.L.M.

A vítima fatal foi Allyson Pinheiro de Sousa, atingido no tórax, com lesões em órgãos vitais, conforme o laudo pericial.

Segundo a Polícia Civil, houve uma troca de tiros entre E. D. S. B, e um adolescente, que se encontra apreendido por ordem judicial, por causa de uma desavença anterior. Durante o confronto, além da vítima fatal, disparos atingiram mais quatro pessoas que não tinham relação com a briga.

Durante as diligências, equipes policiais realizaram a prisão do investigado E. D. S. B. logo após a ocorrência, em sua residência, onde também foram apreendidas duas porções de substâncias análogas à cocaína e maconha, além de dois aparelhos celulares. A arma de fogo utilizada por ele no tiroteio não foi localizada. Ele segue detido.

Já com o adolescente apreendido ainda no local do evento, foi encontrado um revólver calibre .38 com quatro munições deflagradas e uma intacta. A Polícia Civil também requisitou exames balísticos para verificar a origem de projéteis retirados das vítimas.

O segundo indiciado pelo crime, H.L.M responde ao processo em liberdade. Ele participou da confusão que levou ao tiroteio. Como não há indícios de que tenha efetuado disparos, ele foi indiciado como coautor do homicídio e das tentativas registradas no evento.

A investigação também concluiu que o episódio teve origem em rivalidade entre grupos, disputa por território, sendo que o confronto armado foi iniciado após uma discussão no local do evento.

Ainda conforme o relatório, duas mulheres foram indiciadas por falso testemunho. Elas prestaram depoimento afirmando que o investigado não teria participado do tiroteio. No entanto, essas versões foram consideradas incompatíveis com os demais elementos reunidos no inquérito.

O delegado responsável pelo caso, José dos Santos Fonseca Borges Júnior, destaca que a conclusão do inquérito representa o resultado de um trabalho técnico e minucioso da investigação que buscou esclarecer a dinâmica dos fatos e identificação dos envolvidos. “A elucidação desse caso é fundamental para dar uma resposta à sociedade e às vítimas, além de contribuir para a responsabilização dos autores e a prevenção de novos episódios de violência. A atuação da Polícia Civil contribui diretamente para a segurança e proteção da população”, afirmou.

O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.

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